quarta-feira, dezembro 16, 2009

Se fosses como o vento, amar-te-ia...

A minha canção, não é cantiga, se ao som som de quem a canta, á saudade e ao tempo não liga. Não vejo carros ou caminhos, mas não me sinto pelas ruas perdida, nem me vejo pelo vento seguida.
Não penso sequer na vida, porque eu sei que no calor de uma mentira, se escapa o sorriso, á quem diga que quem esquece a dor, a saudade é o maior castigo. No acaso de ele não voltar, foi por mim que ele passou, fui eu quem o amou e foi a nós a quem o azar calhou... num desespero que se escuta alto, explico a verdade, porque não te falto, e talvez esquecida alguém me ouvirá dizer que se a saudade é muita então eu sofro demasiado!
O Mundo não é um sitio perfeito para nós, e em cada beco por onde me vou perder, vou sentir o barulho do eco na minha voz, dizer que acredito que seja onde for nos vamos voltar a ver.
Ficou o dito por não dito. Não ficou nada por dizer.

Faltou a promessa. Se fosses como o vento, amar-te-ia depressa...

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